Reflexões

Gilberto Santiago

A divulgação dos números da recente eleição para cargos na PREVI nos traz de volta algumas reflexões.

Mais uma vez a proliferação de chapas inscritas (cinco ao todo) demonstra uma estratégia irracional e autodestrutiva. Uma lição nem sempre aprendida e considerada, talvez fruto da incapacidade das lideranças em se aglutinarem em um mesmo bloco concorrente. É inconcebível que pessoas corretas, competentes e aguerridas (às vezes até em excesso) fiquem batalhando em campos opostos, ferindo a lógica matemática e enfraquecendo o movimento de luta pela sustentabilidade e transparência de nossas instituições comuns de que dependemos para a nossa sobrevivência.

Voltamos ao resultado de maio da PREVI. Concluído o pleito, só nos resta o respeito à eleição da chapa que reuniu um número de eleitores superior a cada uma das concorrentes, até porque acreditamos que todas, por estarem lidando com problemas comuns, estavam igualmente imbuídas do desejo de promoverem a permanente sustentabilidade de nossa entidade de previdência complementar.

Por outro lado, um processo eleitoral que depende da forma de aglutinação e, até mesmo, de recursos financeiros e tecnológicos, aliados a uma experiente militância, pode suscitar discussões acerca da necessidade de revisão. O processo de inscrição individual, como ocorre na ANABB, é aparentemente mais democrático, já que permite um número ilimitado de candidatos. No entanto, dificilmente alguém poderá isoladamente ser eleito. O que temos visto, na prática, é a formação de “chapas”, com alguns concorrentes, geralmente com a mesma afinidade, trabalhando em conjunto e compartilhando a mesma militância e os mesmos recursos financeiros.

Em resumo, não há certamente um sistema sem falhas, verdadeiro desafio à nossa capacidade de criar um processo o mais justo possível. Enquanto isso não ocorre, resta-nos aprender as lições dos recentes pleitos, com a inteligência bastante para levar em conta o princípio básico de que a união faz a força e o separatismo entre candidatos que poderiam se unir, tem sido fator preponderante para a derrota nas urnas.

Assim, independentemente da corrente que tenha vencido estas eleições continuaremos, com respaldo em nossas associações, exercendo o papel vigilante na defesa dos direitos e interesses de todos os participantes da PREVI, diante dos grandes desafios que temos a superar.

gilbertomsantiago@terra.com.br